Empresas de todos os tamanhos, em todos os setores e geografias vivenciam um novo tempo com a digitalização e que trazem relevantes impactos para o futuro dos negócios.  A “jornada do cliente”, a “internet das coisas”, a “inteligência artificial”, a “computação em nuvem” e o “big data”, tornaram-se críticos para direcionar as estratégias das organizações e sustentar a saúde das empresas pequenas, medias ou grandes. Vivemos um tempo de ruptura acelerada. Desde o ano 2000 mais de 50% das empresas da Fortune foram adquiridas, fundidas ou declaradas na bancarrota. Neste novo perfil das organizações surgiu um novo DNA como a Amazon, Facebook, Uber etc.

Estas mudanças radicais não aconteceram sem motivo e a sua explicação recai neste processo de transformação digital que vivemos. Mudanças nos processos de venda, na comunicação, na gestão da reputação de uma marca, serviço ou na imagem pessoal dos administradores estão nesta nova equação. Além disto, os efeitos na cadeia produtiva, agora conectada, geraram uma grande quantidade de informações, armazenadas com   um custo muito mais barato, e que viabilizaram a criação de uma inteligência, que muda a forma com que se tomam decisões mais eficientes de negócios. Os benefícios afetam todas as cadeias de valor: educação, serviços financeiros, saúde, manufatura, varejo, etc etc. Por estes motivos, estas mudanças chamadas de transformação digital, deveriam estar presentes na agenda do nível mais alto da organização e conduzido pessoalmente pelo CEO.

Nos ciclos de adoção tecnológica nos últimos 30 anos e que trouxeram melhorias de desempenho e aumento da produtividade, estas mudanças foram lideradas pela área de TI. Entretanto, neste momento o contexto é bem diferente. O que está acontecendo e, avalizado por vários líderes corporativos, é que neste novo mundo inteligente e conectado, vivemos uma mudança radical na dinâmica do mercado e a expectativa é de que 40% dos negócios de hoje falharão nos próximos dez anos e que 70% das empresas tentarão se transformar digitalmente, mas apenas 30% por cento terão sucesso.

transformação digital é sobre mudanças radicais. Ela muda tudo sobre como os produtos são projetados, fabricados, vendidos, entregues e atendidos, e força a liderança das organizações a repensar a forma como as empresas planejam e executam seus processos de negócios, práticas de gerenciamento e principalmente de como se relacionam com clientes e a cadeia produtiva. Os líderes que estão conseguindo estas mudanças conhecem de onde as ameaças da tecnologia vem e lideram este processo com o suporte de pessoas com estas novas competências. No entanto, este movimento ainda é muito pequeno e tem acontecido nas empresas em uma velocidade de mudança interna menor que a externa, o que a médio prazo tende a um ponto de disrupção. Creio que existe já muitas empresas que se sensibilizaram com o tema, mas não com a intensidade necessária e no nível “C” ou presente na agenda dos eventuais Conselhos Consultivos ou de Administração. Caso estas lideranças não tenham neste momento uma agenda tratando em como garantir a sobrevivência, face a estas relevantes mudanças, certamente o caminho precisaria ser ajustado e de forma rápida. Nesta economia evolutiva surgirão seguramente muitas empresas novas e que junto com as organizações existentes, que se adaptarão a este novo modelo de negócios, irão saborear as enormes oportunidades que se apresentam neste mundo digital.

 

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